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quinta-feira, março 20, 2008

(Fut. Baiano) - Vitória perde para o Paraná pela Copa Brasil

Na abertura da segunda fase da Copa do Brasil, o Paraná venceu o Vitória por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Estádio Durival de Britto, em Curitiba, no reencontro dos dois adversários no torneio, após doze anos. O Tricolor, que vinha de duas vitórias seguidas, na segunda fase do Paranaense, manteve o embalo e, agora, joga por um empate no confronto de volta, marcado para o dia 2 de abril, no Barradão, em Salvador.

O Leão
baiano poderia evitar o segundo jogo, caso vencesse por dois gols de diferença. Com a derrota, só se classifica para as oitavas-de-final se vencer o jogo por dois gols de diferença. Se repetir, a seu favor, o placar de 1 a 0 a classificação será decidida nos pênaltis.

O Paraná tomou a iniciativa, nos primeiros minutos do jogo, porém, não conseguia penetrar na defesa do Vitória. O primeiro lance de perigo foi criado pelo Tricolor, aos 23 minutos. Cristian fez boa jogada e tocou para Joélson, que chutou forte, rente ao travessão do goleiro Ney, já batido.

Enquanto o Vitória tentava encaixar um contra-ataque, o Paraná continuava com dificuldades para furar a forte marcação rubro-negra. Como alternativa, os atacantes tricolores tentavam chutar de longe, mas erravam.

Nos minutos finais, o Paraná aumentou a pressão e chegou a marcar, aos 43 minutos, quando Joélson recebeu livre e bateu firme para o gol. O árbitro, porém, marcou impedimento, contestado pelos paranistas, pois Carlos Alberto daria condições ao atacante.

O Paraná retornou para o segundo tempo com duas mudanças: o lateral-esquerdo Daniel Cruz substituiu o zagueiro Nem e Giuliano deixou o jogo, para a estréia do atacante Clênio.

Com a entrada do atacante, o Paraná passou a criar mais oportunidades. O Vitória, mais solto, levava perigo nos contra-ataques. O gol do Tricolor saiu de uma falta sofrida por Clênio. O volante Léo bateu bem e acertou o travessão. No rebote, Joélson empurrou para o gol vazio e colocou o time paranaense na frente, aos 21 minutos.

Após o gol, o Paraná passou a dar espaços e o Vitória cresceu no jogo. Buscando o ataque, o time baiano criou lances de perigo e assustou o goleiro Fabiano Heves.

O Tricolor retomou a pressão nos minutos finais e quase ampliou, com Joélson, aos 40 minutos. Após um cruzamento, Joélson tocou mal e perdeu gol certo.

PARANÁ:
Fabiano Heves; Daniel Marques, Nem (Daniel Cruz) e João Paulo; Araújo, Jumar, Léo, Cristian e Everton (Everton); Joélson e Giuliano (Clênio).
Técnico: Paulo Bonamigo

VITÓRIA:
Ney; Marcelo Batatais, Anderson Martins, Rafael Santos (Ramirez) e Carlos Alberto; Vanderson, Bida, Jackson (Diego Silva), Ramon e Gustavo; Michel (Marquinhos)
Técnico: Oswaldo Alvarez (Vadão)

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF).
Assistentes: Marco Antônio Gonzaga da Silva (SP) e Hilton Francisco de Melo (SP).

Público: 6.079 pagantes
Renda: R$ 78.376,00

terça-feira, março 18, 2008

(C. Baiano) - Estadual no segundo plano

Pelo menos até esta quarta, o Campeonato Baiano é o assunto menos comentado entre a tropa do técnico Vadão. Precisando apenas de um triunfo simples para confirmar vaga no quadrangular final do Estadual, o Vitória se concentra apenas na Copa do Brasil.

O foco direcionado para competição nacional é tão grande, que desde esta segunda o elenco embarcou com destino ao Paraná, onde enfrenta o tricolor de lá. O objetivo é justamente respirar no caminho mais curto do time que pretende ir à Libertadores. Nesta terça, pela manhã, Oswaldo Alvarez comanda um coletivo na Arena do Atlético Paranaense.

O treino na casa do Furacão vai definir o meio-campo e ataque rubro-negro. “Não quero esconder escalação. Eu realmente preciso de mais um treino entes de definir quem vai compor o setor mais ofensivo. Tudo vai depender de como o Paraná joga”, disse Vadão, que pretende estudar mais o plano tático do adversário desta noite.

O maior problema, segundo o comandante, é com a marcação na meiúca. “Eu acho engraçado. Muitos estão crucificando nosso zagueiro Anderson. Mas o problema vai além. Preciso com urgência corrigir o sistema de marcação no meio-campo. Este setor não está sabendo roubar a bola antes que o adversário chegue na nossa área. Isso sobrecarrega a zaga”, decretou.

Das 4 vagas no setor, apenas Vanderson e Bida estão confirmados. Ramirez, Danilo Rios, Ramon Menezes e Jackson correm por fora, aguardando a definição do chefe. “Tudo vai depender de quem vai ajudar o ataque e defesa”, assegurou Vadão.

A comissão técnica quer até os atacantes marcando as saídas do Paraná. “Não pode deixar os volantes do adversário jogar. E este é o papel dos nossos atacantes. Quero continuar vendo eles fazendo gol. Mas têm que ajudar quando é preciso defender“.

A grande surpresa foi a recuperação de Michel. O atacante estava desacreditado pelos médicos, que viam uma pequena probabilidade de o atleta atuar na quarta. Entretanto, o joelho do jogador não causa problemas e ele embarcou com a turma.

O mais provável é que permaneça a formação com Índio e Michel. Na verdade, Vadão gostaria de contar com a presença do atacante Rodrigão. Mas o jogador já atuou pela Copa do Brasil, defendendo o eliminado Atlético Paranaense.

Se Rodrigão está fora, Carlos Alberto finalmente vai atuar, depois de 35 dias ausente em jogos oficiais. Sem poder jogar pelo baiano, o lateral-direito se contenta apenas com os treinamentos e jogos da competição nacional. “Só treinar é chato. Estou louco pra jogar”, disse o ala.

Para Vadão, a presença de Carlos Alberto no time é providencial. “Carlos Alberto dá vida ao setor. Ele cruza na área como poucos no Brasil. Vai ser uma importante arma”, avalia.

Paraná – Enquanto o Vitória se preocupa com a defesa, os paranistas prometem à sua torcida um time bem ofensivo, porém cauteloso para não tomar um gol dos baianos. O tricolor quer tanto o triunfo, que pode colocar um atacante no lugar do zagueiro Luís Henrique, suspenso. “Posso optar em colocar mais um atacante. O normal seria um zagueiro no lugar de zagueiro. Ainda não decidi”, disse o técnico Bonamigo para o Gazeta do Povo.