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sábado, março 22, 2008

(Fut. Baiano) - Bahia está de volta a Camaçari

O Ipitanga tem corrido de uma cidade a outra desde o acesso à primeira divisão do Campeonato Baiano, na temporada 2005. Passou por Terra Nova, Madre de Deus e recentemente se instalou em Porto Seguro.

Nômade
convicto, ainda assim não é páreo para o Bahia no estadual 2008. Com o fechamento da Fonte Nova, o tricolor iniciou o ano em Camaçari, migrou para Feira de Santana e está oficialmente de volta à região do Pólo Petroquímico.

O clube recebeu o aval da FBF ontem e anunciou oficialmente sua reestréia no Armando Oliveira, contra o Atlético, no próximo dia 26. A mudança imediata foi um pedido dos jogadores, preocupados com a qualidade do gramado do Jóia da Princesa.

Mas curiosamente o desempenho do time nos dois mandos de campo no Campeonato Baiano 2008 é rigorosamente igual: quatro vitórias e um empate em cada uma das casas.

A equipe segue invicta como mandante, mas os números não modificam o discurso do técnico Paulo Comelli. “Nossa situação é a pior entre os quatro. Não temos nosso estádio, atuamos sempre fora”, lamenta.

Quem sabe por isso o primeiro lugar continue como meta e não obsessão. O treinador admite a vantagem psicológica do líder da primeira fase no quadrangular, mas garante que não deixará de lado suas convicções por causa disso.

Com menor urgência, o assunto descanso segue em pauta e surge a preocupação com os cartões amarelos. São sete os jogadores pendurados até agora e a idéia é zerar a conta antes da 22ª rodada, sob pena de iniciar a reta final desfalcado.

Então, o torcedor pode se preparar para ver Alison, Marcone, Cléber Carioca, Luciano Baiano, Fausto, Emerson Cris e Ananias nos próximos dois jogos – nem que seja por alguns minutos.

Neste domingo de Páscoa, contra o Colo-Colo, quase todos os atletas estarão à disposição em Ilhéus. Desfalque, só Rivaldo, suspenso pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) por 120 dias.

O órgão julga o recurso da decisão no dia 27 e o meia conta com um forte aliado pela absolvição ou redução de pena. “O Hudson me ligou e disse que, se precisar depor em meu favor, ele vem a Salvador”, revela Rivaldo, assustado com a possibilidade de ficar quatro meses afastado do futebol por agressão ao volante do Poções. Como o contrato com o Bahia se estende apenas até o final do estadual, ficaria sem clube e oportunidade de trabalhar.

Os nomes de Val Baiano e Fabiano Gadelha e até o desmentido retorno do goleiro Sérgio movimentam os bastidores da bola tricolor. Paulo Comelli tem dado plantão no Fazendão para manter contatos com técnicos, dirigentes, empresários e jogadores. Até agora, nada.

sexta-feira, março 21, 2008

(Fut. Baiano) - Colo-Colo visa penúltimo passo para consolidar classificação

Depois de conquistar a terceira vitória consecutiva no Campeonato Baiano, ao vencer o Juazeiro por 1 a 0 na quarta-feira, o objetivo do Colo-Colo é manter-se no G4 da competição e garantir sua classificação para a próxima fase fazendo o dever de casa. Por isso, o elenco do Tigre de Ilhéus sabe da importância de vencer o Bahia, neste domingo, no Estádio Mário Pessoa.

O treinador Zanata não poderá contar com dois jogadores suspensos pelo terceiro cartão amarelo. O zagueiro Osmar deve ser substituído por Felipe ou Cléverton, enquanto atacante Marcão, que vinha atuando a apenas na segunda etapa, não interfere na escalação inicial da equipe que encara o Bahia.

Com 31 pontos ganhos, o Colo-Colo está a apenas quatro pontos da classificação. Para que ela se consolide na próxima quarta-feira, o Tigre precisa vencer o Bahia no próximo domingo e o Vitória da Conquista na quarta, além de torcer para que o Itabuna não vença um de seus dois próximos jogos - Juazeiro e Fluminense, ambas em casa.

O mesmo número de pontos (35) se aplica para o Colo-Colo garantir uma vaga na Série C. Basta que o Atlético faça apenas um ponto nas duas próximas partidas - Feirense, em Alagoinhas e Bahia, em Camaçari.

terça-feira, março 18, 2008

(C. Baiano) - Estadual no segundo plano

Pelo menos até esta quarta, o Campeonato Baiano é o assunto menos comentado entre a tropa do técnico Vadão. Precisando apenas de um triunfo simples para confirmar vaga no quadrangular final do Estadual, o Vitória se concentra apenas na Copa do Brasil.

O foco direcionado para competição nacional é tão grande, que desde esta segunda o elenco embarcou com destino ao Paraná, onde enfrenta o tricolor de lá. O objetivo é justamente respirar no caminho mais curto do time que pretende ir à Libertadores. Nesta terça, pela manhã, Oswaldo Alvarez comanda um coletivo na Arena do Atlético Paranaense.

O treino na casa do Furacão vai definir o meio-campo e ataque rubro-negro. “Não quero esconder escalação. Eu realmente preciso de mais um treino entes de definir quem vai compor o setor mais ofensivo. Tudo vai depender de como o Paraná joga”, disse Vadão, que pretende estudar mais o plano tático do adversário desta noite.

O maior problema, segundo o comandante, é com a marcação na meiúca. “Eu acho engraçado. Muitos estão crucificando nosso zagueiro Anderson. Mas o problema vai além. Preciso com urgência corrigir o sistema de marcação no meio-campo. Este setor não está sabendo roubar a bola antes que o adversário chegue na nossa área. Isso sobrecarrega a zaga”, decretou.

Das 4 vagas no setor, apenas Vanderson e Bida estão confirmados. Ramirez, Danilo Rios, Ramon Menezes e Jackson correm por fora, aguardando a definição do chefe. “Tudo vai depender de quem vai ajudar o ataque e defesa”, assegurou Vadão.

A comissão técnica quer até os atacantes marcando as saídas do Paraná. “Não pode deixar os volantes do adversário jogar. E este é o papel dos nossos atacantes. Quero continuar vendo eles fazendo gol. Mas têm que ajudar quando é preciso defender“.

A grande surpresa foi a recuperação de Michel. O atacante estava desacreditado pelos médicos, que viam uma pequena probabilidade de o atleta atuar na quarta. Entretanto, o joelho do jogador não causa problemas e ele embarcou com a turma.

O mais provável é que permaneça a formação com Índio e Michel. Na verdade, Vadão gostaria de contar com a presença do atacante Rodrigão. Mas o jogador já atuou pela Copa do Brasil, defendendo o eliminado Atlético Paranaense.

Se Rodrigão está fora, Carlos Alberto finalmente vai atuar, depois de 35 dias ausente em jogos oficiais. Sem poder jogar pelo baiano, o lateral-direito se contenta apenas com os treinamentos e jogos da competição nacional. “Só treinar é chato. Estou louco pra jogar”, disse o ala.

Para Vadão, a presença de Carlos Alberto no time é providencial. “Carlos Alberto dá vida ao setor. Ele cruza na área como poucos no Brasil. Vai ser uma importante arma”, avalia.

Paraná – Enquanto o Vitória se preocupa com a defesa, os paranistas prometem à sua torcida um time bem ofensivo, porém cauteloso para não tomar um gol dos baianos. O tricolor quer tanto o triunfo, que pode colocar um atacante no lugar do zagueiro Luís Henrique, suspenso. “Posso optar em colocar mais um atacante. O normal seria um zagueiro no lugar de zagueiro. Ainda não decidi”, disse o técnico Bonamigo para o Gazeta do Povo.