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quarta-feira, abril 09, 2008

(Baiano) - Governo vai abrir concorrência para concepção e uso da Fonte Nova

Salvador - O Governo da Bahia, por intermédio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), decidiu autorizar empresas consultoras a formularem estudos preliminares para uma nova concepção de uso para o Estádio Otávio Mangabeira (Fonte Nova) e seu entorno. As regras para a participação estão publicadas no Aviso de Manifestação de Interesse veiculado, nesta quarta-feira (9), no Diário Oficial do Estado (www.egba.ba.gov.br/doonline/doflip.asp) e jornais da grande mídia baiana.

A Fonte Nova está interditada desde 25 de novembro de 2007 devido à tragédia que matou 7 pessoas e feriu mais de 70 após a queda de um pedaço da arquibancada durante o jogo Bahia e Vila Nova-GO, pela Série C do Campeonato Brasileiro.

O governador Jaques Wagner, além de decretar a interdição do estádio, chegou a anunciou a sua implosão.

Segundo nota divulgada agora à noite pela Assessoria Geral de Comunicação do Governo do Estado, os estudos para a nova concepção de uso do estádio deverão servir de subsídios para o modelo da nova praça, o regime de gestão e operação do equipamento público e seu entorno, sem perder de vista sua sustentabilidade econômico-financeira, legal e ambiental. As empresas interessadas devem apresentar as propostas num prazo de 45 dias úteis, a partir da data da publicação da chamada pública.

terça-feira, março 25, 2008

(Fut. Baiano) - Fonte Nova continua à espera de uma decisão das autoridades

Há exatos quatro meses, uma laje de 5 x 0,8 m caía, a sete minutos do acesso tricolor à Série B do Campeonato Brasileiro, derrubando sete torcedores das arquibancadas da Fonte Nova diretamente para a morte. A comoção que tomou conta do País chegou a ganhar o noticiário internacional.
Menos de 42 horas depois, o governador Jaques Wagner já anunciava aos quatro cantos o fim da praça esportiva. Arquitetos baianos tacharam a medida de “precipitada e populista”. Moradores do entorno do estádio se preocuparam.
De lá para cá, porém, pouca coisa mudou. Além da Fonte, o Ginásio Antonio Balbino e a escolinha que funcionava no local também foram interditados. Já a estrutura da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) e da Vila Olímpica, por exemplo, seguem normalmente por ali. A exemplo do buraco da tragédia, ainda chamando a atenção dos mais curiosos.
IMPLOSÃO – Muita gente, portanto, começa a questionar: será que a situação não pode prejudicar a candidatura de Salvador para a Copa do Mundo de 2014? O anúncio das dez ou doze subsedes brasileiras já está previsto para junho. Enquanto isso, o máximo que o Octávio Mangabeira vê de diferença são sem-tetos, cada vez em maior número em seus portões 8 e 9.
“De jeito nenhum”, garante o secretário de Comunicação Robinson Almeida, porta-voz do Grupo de Trabalho (GT) do governo estadual para o evento. “Vamos dar as garantias necessárias de que tudo estará pronto no prazo em que a Fifa quer, que me parece que são dois anos antes da Copa. Temos tempo até 2012”.
Segundo ele, seria equivocada qualquer atitude distinta, até agora, por parte do GT. “O grupo ainda está estudando qual é a modelagem ideal para o futuro equipamento que vai suceder a Fonte Nova, porque ali precisa ser bastante planejado”, explica. Tudo depende de como serão as tres etapas da obra: projeto, construção e operação.
Em relação à primeira, continua a indefinição sobre a maneira de que ela vai se articular com a vizinhança. E se vai se levantar ou não um centro de convenções ao lado.
“Como há a decisão do governo para o estádio ser feito e operado pela iniciativa privada, é fundamental que se organize as etapas de forma conjunta”. Por isso, acrescenta, não dá para ser igual à reforma de Pituaçu, onde o Poder Público formulou o projeto e ele próprio contratou as empresas. “Estamos, inclusive, pedindo consultorias externas para escolher o melhor instrumento jurídico da obra. Toda intervenção que envolve o centro da cidade tem que ser decidido com muito cuidado e rigor técnico, pois é algo vai para as próximas gerações”.
Almeida prossegue: “As pessoas falam... ‘Pô, tem quatro meses’. Mas como vai se viabilizar? Tem área para desapropriar? É preciso tempo, é algo complexo, grande. Não é só chamar uma equipe de operário para derrubar e outra para construir”. A demolição ou implosão – depende se vai se iniciar do zero ou aproveitar as fundações –, entretanto, é ponto “irreversível”.

sábado, março 22, 2008

(Fut. Baiano) - Bahia está de volta a Camaçari

O Ipitanga tem corrido de uma cidade a outra desde o acesso à primeira divisão do Campeonato Baiano, na temporada 2005. Passou por Terra Nova, Madre de Deus e recentemente se instalou em Porto Seguro.

Nômade
convicto, ainda assim não é páreo para o Bahia no estadual 2008. Com o fechamento da Fonte Nova, o tricolor iniciou o ano em Camaçari, migrou para Feira de Santana e está oficialmente de volta à região do Pólo Petroquímico.

O clube recebeu o aval da FBF ontem e anunciou oficialmente sua reestréia no Armando Oliveira, contra o Atlético, no próximo dia 26. A mudança imediata foi um pedido dos jogadores, preocupados com a qualidade do gramado do Jóia da Princesa.

Mas curiosamente o desempenho do time nos dois mandos de campo no Campeonato Baiano 2008 é rigorosamente igual: quatro vitórias e um empate em cada uma das casas.

A equipe segue invicta como mandante, mas os números não modificam o discurso do técnico Paulo Comelli. “Nossa situação é a pior entre os quatro. Não temos nosso estádio, atuamos sempre fora”, lamenta.

Quem sabe por isso o primeiro lugar continue como meta e não obsessão. O treinador admite a vantagem psicológica do líder da primeira fase no quadrangular, mas garante que não deixará de lado suas convicções por causa disso.

Com menor urgência, o assunto descanso segue em pauta e surge a preocupação com os cartões amarelos. São sete os jogadores pendurados até agora e a idéia é zerar a conta antes da 22ª rodada, sob pena de iniciar a reta final desfalcado.

Então, o torcedor pode se preparar para ver Alison, Marcone, Cléber Carioca, Luciano Baiano, Fausto, Emerson Cris e Ananias nos próximos dois jogos – nem que seja por alguns minutos.

Neste domingo de Páscoa, contra o Colo-Colo, quase todos os atletas estarão à disposição em Ilhéus. Desfalque, só Rivaldo, suspenso pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) por 120 dias.

O órgão julga o recurso da decisão no dia 27 e o meia conta com um forte aliado pela absolvição ou redução de pena. “O Hudson me ligou e disse que, se precisar depor em meu favor, ele vem a Salvador”, revela Rivaldo, assustado com a possibilidade de ficar quatro meses afastado do futebol por agressão ao volante do Poções. Como o contrato com o Bahia se estende apenas até o final do estadual, ficaria sem clube e oportunidade de trabalhar.

Os nomes de Val Baiano e Fabiano Gadelha e até o desmentido retorno do goleiro Sérgio movimentam os bastidores da bola tricolor. Paulo Comelli tem dado plantão no Fazendão para manter contatos com técnicos, dirigentes, empresários e jogadores. Até agora, nada.